Problemas Brasileiros: Transporte de cargas e matriz energética.

Independentemente de ser a favor ou contra a atual greve dos caminhoneiros, ela coloca em evidência os problemas gerados por sucessivos governos, desde Juscelino Kubitschek (incluindo militares, e governos de direita e de esquerda) terem feito a opção preferencial pelas rodovias (e portanto caminhões) para o transporte de cargas. O Brasil tinha uma malha ferroviária que foi sucateada e privatizada, quando deveria ter sido expandida. Também abandonamos a minguá o transporte por hidrovias, sendo que temos o maior potencial hidroviário do mundo. Assim o resultado é um país-continente dependendo quase que unicamente do transporte rodoviário. Agora caminhoneiros bloqueiam as rodovias, e o país para por completo. Independentemente do desfecho da greve, que fique a lição: investimento imediato em ferrovias e hidrovias; até porque o frete tende a ser muito mais barato no transporte hidroviário e ferroviário, do que é no transporte rodoviário.
O próximo enrosco virá com certeza do setor energético, mais uma vez, já que para compor nossa matriz energética fizemos a opção predominantemente pelas hidrelétricas, ao invés de também investir pesado em usinas nucleares (sim, defendo o investimento em energia nuclear) e fontes de energia renováveis (solar, eólica, etc.). Basta um período prolongado de seca para o espectro de um apagão pairar em nossas cabeças novamente.

Moral da história: devemos diversificar o máximo possível nosso sistema de transporte de cargas e de geração de energia.

Prof. Dr. Edgar Indalecio Smaniotto

PS: Texto publicado inicialmente no Facebook em 28/05/2018, em plena a greve.

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